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Lula sob pressão para nomear mulher no STF após mais de um século com poucas representantes

Da redação do Conectado ao Poder

Entidades e artistas pedem a Lula uma nomeação feminina para a vaga deixada pelo ministro Barroso, sendo todos os favoritos homens.

Entidades e artistas têm pressionado o presidente Lula a nomear uma mulher para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Este apelo se intensificou após o anúncio da aposentadoria de Barroso, um marco que destaca a escassez de mulheres na mais alta corte brasileira. Em seus 134 anos de história, o STF já teve apenas três ministras, sendo que nenhuma delas era negra.

A pressão vem de diferentes setores da sociedade. Entre os apoiadores dessa demanda, a cantora Anitta se manifestou nas redes sociais, afirmando que “existe uma quantidade de mulheres qualificadas para o cargo no nosso País, onde a maioria da população é mulher”. Essa declaração reflete o anseio crescente por mais representatividade feminina nas esferas de poder, especialmente em uma instituição tão significativa quanto o STF.

A primeira mulher a ocupar uma cadeira no STF foi Ellen Gracie, nomeada em 2000, seguida por Cármen Lúcia e Rosa Weber, esta última se aposentou em 2023. Cármen Lúcia é, atualmente, a única mulher na corte. Ela foi nomeada por Lula em 2006 e deve se aposentar até 2029. Desde a saída de Rosa Weber, não há previsão de que outra mulher integre a Suprema Corte, apesar das sugestões apresentadas por coletivos de mulheres, que incluem nomes como Maria Elizabeth Rocha e Edilene Lobo, ambas com cargos de destaque.

O apelo para que Lula indique uma mulher para a vaga tem se amplificado com a elaboração de cartas e manifestações públicas, onde organizações como Fórum Justiça, Themis e Plataforma Justa enfatizam que “não é por falta de excelentes nomes que Lula deixará de indicar uma ministra para a Suprema Corte”. Apesar disso, os favoritos na disputa são, até o momento, homens, como Jorge Messias, Bruno Dantas e Vinícius Carvalho, o que gera expectativa e descontentamento entre os que defendem uma maior diversidade no poder judiciário.