Início Brasil Caiado critica PEC da Segurança e defende autonomia dos estados

Caiado critica PEC da Segurança e defende autonomia dos estados

Da redação do Conectado ao Poder

Governador de Goiás destaca riscos de centralização do poder no combate ao crime e sugere medidas duras contra facções.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez críticas contundentes à proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública apresentada pelo governo federal, durante uma entrevista ao programa Ponto de Vista. Ele afirmou que a iniciativa é uma tentativa de centralizar o poder em Brasília, tirando a autonomia dos estados no combate ao crime organizado.

Caiado destacou que a PEC não resolve o problema da segurança no Brasil, que segundo ele, está relacionado a uma “gestão ineficiente”. “O problema do Brasil não é da Constituição, é de gestão — é de gestão, estúpidos. Não tentem responsabilizar a Constituição por aquilo que sempre foi a marca do PT: a complacência com o crime e com os faccionados”, afirmou.

Além de criticar a centralização, o governador também se manifestou a favor de medidas que possam fortalecer a luta contra as facções criminosas. Ele citou a importância de criar uma nova legislação, chamada de ‘antifacção’, que não interfira na autonomia dos estados e que busque integrar as ações das forças policiais. Para ele, medidas como classificar facções como organizações terroristas são necessárias para uma abordagem mais efetiva contra o crime.

O governador mencionou ainda a necessidade de endurecer as penas para membros de facções e a proibição de medidas como ‘saidinhas’ e visitas íntimas a presos ligados ao crime organizado. “Facções são narcoterroristas. Precisamos de uma lei que diga isso claramente”, destacou Caiado.

Os governadores da direita, entre eles Cláudio Castro (Rio de Janeiro), também se movimentam em Brasília para pressionar por mudanças na PEC e assegurar a inclusão de medidas contra o crime na nova legislação. “Nós, governadores, vamos a Brasília com nossas bancadas para garantir que o texto inclua medidas reais contra o crime. Não aceitaremos um projeto que enfraqueça os estados e proteja bandido”, finalizou Caiado.