Da redação do Conectado ao Poder
A Câmara dos Deputados decidiu suspender Glauber Braga por seis meses, optando por uma punição alternativa.

O deputado Glauber Braga, do PSOL do Rio de Janeiro, foi suspenso de suas atividades parlamentares por um período de seis meses, em votação realizada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. A decisão, que contou com 318 votos a favor e 141 contra, evita a cassação do mandato do parlamentar, preservando também seus direitos políticos.
A acusação surge de um incidente ocorrido em abril do ano anterior, quando Glauber foi acusado de agredir Gabriel Costenaro, um membro do Movimento Brasil Livre (MBL), em resposta a ofensas direcionadas à sua mãe, que estava internada em tratamento intensivo.
Durante as discussões sobre a punição, alguns parlamentares propuseram a cassação como forma de penalidade, mas acabaram apoiando a suspensão como um meio alternativo. Essa proposta, sugerida pelo deputado Lindbergh Farias, ganhou o apoio de membros de diferentes partidos, inclusive de legendas que não são aliadas de Glauber.
O deputado Hildo Rocha, do MDB, reconheceu o erro de Glauber, mas argumentou que a perda do mandato seria uma punição excessiva: “Isso não é motivo de cassação”, afirmou. Outros, como a deputada Laura Carneiro, do PSD, concordaram em parte com Glauber, dizendo que também poderiam reagir a provocações em situações semelhantes.
Por outro lado, o relator da proposta, Paulo Magalhães, do PSD, defendeu a cassação, destacando que o caso havia sido minuciosamente debatido no Conselho de Ética e comissões, enfatizando a importância de manter a ordem e a decência no parlamento.
Antes do desfecho, Glauber se manifestou emocionado, descrevendo a possibilidade de cassação como uma “violência” contra seu mandato e seus princípios. “Calar o mandato de quem não se corrompeu é sim uma violência”, disse ele.
Essa suspensão ainda implicará em um processo de acompanhamento político, onde o deputado deverá estar atento às normas do Código de Ética, cumprindo suas funções, mas sem poder exercer sua atividade como parlamentar até o término do período estipulado.
O debate acirrado na Câmara acendeu discussões sobre limites, ética e a relação entre a vida pessoal e a atuação política, refletindo a complexidade do papel dos parlamentares em face de suas ações públicas e privadas.





