Início Brasil Senadores divergem sobre prisão de Maduro em ação dos EUA na Venezuela

Senadores divergem sobre prisão de Maduro em ação dos EUA na Venezuela


Da redação

A prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3) por ação militar dos Estados Unidos em Caracas, provocou intensa repercussão entre senadores brasileiros. A operação resultou na transferência do casal para os EUA, onde devem responder a acusações de tráfico de drogas e terrorismo. Em resposta, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi declarada presidente interina pelo Supremo Tribunal venezuelano, enquanto o Conselho de Segurança da ONU debate o caso em sessão extraordinária nesta segunda-feira (5).

Parlamentares governistas condenaram a ação norte-americana. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a prisão de Maduro é um ataque à soberania venezuelana e defendeu a atuação da comunidade internacional para evitar novos episódios do tipo. “Não podemos apenas assistir da arquibancada, porque amanhã pode acontecer algo semelhante em qualquer país da América Latina”, declarou.

Humberto Costa (PT-PE) classificou a ação como ameaça à paz mundial e criticou a violação do direito internacional. Renan Calheiros (MDB-AL) chamou a invasão de ilegal e inaceitável, defendendo condenação mundial. Na mesma linha, Zenaide Maia (PSD-RN) alertou para o “precedente perigoso” aberto pela ação, destacando interesses no petróleo venezuelano.

Já senadores de oposição celebraram a queda de Maduro. Rogério Marinho (PL-RN) defendeu que o Brasil deve reafirmar valores democráticos e reconhecer Maduro como ditador. Mecias de Jesus (Republicanos-RR) elogiou Donald Trump, avaliando que a ação devolve liberdade ao povo venezuelano e beneficia também o Brasil. Marcos Rogério (PL-RO) disse esperar o início de uma transição democrática no país vizinho.

Senadores como Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA) ponderaram que a situação não tem lado positivo, alertando para consequências diplomáticas e humanitárias. A Comissão de Relações Exteriores do Senado acompanha o caso e avalia convocar reuniões extraordinárias diante da instabilidade na fronteira e da situação dos brasileiros na Venezuela.