Da redação
Aos 92 anos, o juiz federal Alvin K. Hellerstein é o responsável pelo processo contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro na Justiça dos Estados Unidos. Nascido em 1933, em Nova York, Hellerstein atua no Tribunal Distrital do Distrito Sul de Nova York, uma das cortes federais mais importantes do país, situada em Manhattan.
Hellerstein já presidiu casos de grande repercussão, como ações relacionadas aos ataques de 11 de setembro de 2001 e o julgamento do produtor Harvey Weinstein por crimes sexuais. Também foi responsável por proibir Donald Trump de usar a Lei de Inimigos Estrangeiros e é crítico da deportação de imigrantes para prisões em outros países.
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes das acusações federais de tráfico de drogas e outros crimes. Na audiência de custódia desta segunda-feira, 5, Maduro afirmou ser o presidente da Venezuela e alegou ter sido “sequestrado”. O casal foi capturado no sábado, 3, durante uma operação militar norte-americana em Caracas e transferido para um presídio em Nova York. Eles devem retornar ao tribunal em 17 de março para prestar depoimento. Ao deixar a audiência, Maduro declarou em espanhol: “Sou um prisioneiro de guerra”.
Hellerstein foi nomeado juiz federal pelo presidente Bill Clinton em maio de 1998, ocupando a vaga de Louis L. Stanton. Confirmado pelo Senado em outubro do mesmo ano, ele atua desde janeiro de 2011 em regime de senior status, trabalhando em expediente parcial, mas podendo comandar julgamentos de grande visibilidade.
Graduado pela Universidade Columbia, Hellerstein iniciou sua trajetória no Judiciário como assessor do juiz Edmund Palmieri. Serviu no Corpo Jurídico do Exército dos EUA entre 1957 e 1960 e atuou por quase quarenta anos como advogado em Nova York antes de ingressar na magistratura federal.






