Da redação
A perda da biodiversidade global avança em ritmo alarmante, colocando em risco ecossistemas inteiros, espécies e a segurança alimentar, hídrica e climática. Para enfrentar essa crise, a Organização das Nações Unidas (ONU) incentiva a atualização e implementação de Estratégias e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Nbsaps, na sigla em inglês), considerados fundamentais para atingir os objetivos do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, firmado em 2022 por 196 Estados.
Esses planos nacionais orientam políticas públicas, reforçam leis ambientais e facilitam a mobilização de recursos, tanto nacionais quanto internacionais. Dados apontam que 40% das terras do planeta estão degradadas, milhões de hectares de florestas desaparecem todos os anos e um milhão de espécies enfrenta risco de extinção. Mais de 3 bilhões de pessoas já sofrem com os impactos da perda de biodiversidade.
A ausência de estratégias sólidas compromete o cumprimento dos compromissos globais. A degradação afeta especialmente comunidades rurais, mulheres, povos indígenas e grupos marginalizados, agravando pobreza, insegurança alimentar e desigualdades. As Nbsaps também ajudam a melhorar meios de subsistência, fortalecer a produção agrícola e restaurar a fertilidade do solo.
As estratégias têm impacto direto na ação climática, pois ecossistemas como florestas absorvem 2,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Zonas úmidas e solos desempenham papel essencial no armazenamento de carbono e mitigação de inundações e secas.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) apoia os países com assistência técnica e acesso a financiamento. O Fundo Global para o Ambiente financia atualmente grandes projetos para atualização e implementação dos planos. Até o momento, apenas 59 países apresentaram estratégias alinhadas ao Quadro Global de Biodiversidade.






