Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 5, em entrevista à NBC News, que o país não está em guerra com a Venezuela. “Não, não estamos (em guerra). Estamos em guerra com quem vende drogas, com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos”, declarou. Trump descartou a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, dizendo que “primeiro precisamos consertar o país”.
Trump revelou que os EUA podem subsidiar um esforço das empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética venezuelana em menos de 18 meses, ressaltando que o projeto “vai custar muito dinheiro”. O presidente também anunciou um grupo de autoridades americanas – incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete Stephen Miller e o vice-presidente JD Vance – para supervisionar as ações americanas no país. Questionado sobre quem estará no comando final, Trump afirmou: “Eu”.
Na Venezuela, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Nicolás Maduro, tomou posse como presidente interina, cerimônia conduzida por seu irmão Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Delcy criticou o ataque militar dos EUA que capturou Maduro, classificando o episódio como “agressão militar ilegítima” e a detenção do casal Maduro e Cilia Flores como “sequestro”. Jorge Rodríguez declarou que seu objetivo é trazer Maduro de volta ao poder.
Parlamentares próximos ao governo, incluindo o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, elegeram Jorge Rodríguez para novo mandato na Assembleia Nacional e repudiaram a ação americana. “Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro”, disse Maduro Guerra, exigindo a devolução do pai e da madrasta à Venezuela.
Enquanto isso, Maduro compareceu a um tribunal nos EUA e se declarou inocente das acusações federais de tráfico de drogas. O governo venezuelano ordenou a prisão de todos os envolvidos na captura de Maduro e Cilia. Segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, cerca de 200 americanos participaram da operação, que não resultou em baixas do lado americano.







