Da redação
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (6) ter interrompido a perfuração de uma área marítima próxima à Amazônia devido à “perda de fluido” durante a operação. A exploração, realizada na Margem Equatorial, cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas, começou em outubro após a empresa obter uma licença ambiental após cinco anos de disputa.
Segundo nota da estatal, o problema foi detectado em 4 de janeiro, quando foi observada a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço, a aproximadamente 175 quilômetros da costa. O fluido é utilizado para resfriar e lubrificar o equipamento durante a escavação.
A companhia afirmou que a situação “foi imediatamente contida e isolada” e que as linhas serão retiradas à superfície para avaliação e reparo. A Petrobras garantiu que o incidente “não oferece riscos à segurança da operação” e que o fluido atende aos “limites de toxicidade permitidos e é biodegradável”, não representando risco ao meio ambiente ou à saúde humana.
A concessão da licença em outubro gerou críticas de organizações ambientalistas, que consideram arriscada a exploração de uma área frente à maior floresta tropical do mundo. O governo Lula defende o projeto com o argumento de que a exploração de hidrocarbonetos é necessária para financiar a transição energética.
O Brasil é atualmente o maior produtor de petróleo da América Latina, alcançando 3,4 milhões de barris por dia em 2024, embora metade da energia consumida no país venha de fontes renováveis. A perfuração exploratória deve durar cerca de cinco meses.






