Da redação
Com a chegada do verão, aumenta o número de festas, viagens e encontros em ambientes como praias e bares, elevando também os casos de perda, roubo e uso indevido de celulares. O aparelho, segundo Eduardo Nery, especialista em cibersegurança e CEO da Every Cybersecurity and GRC Solutions, funciona atualmente como um verdadeiro “cofre digital” ao concentrar aplicativos bancários, carteiras digitais, e-mails, redes sociais e documentos pessoais.
Nery alerta que o prejuízo, em casos de perda ou roubo, pode ir muito além do valor do aparelho. “Hoje, no aparelho estão concentrados aplicativos bancários, carteiras digitais, e-mails, redes sociais e até documentos pessoais. Quando ele é perdido ou roubado, o prejuízo pode ir muito além do valor do dispositivo”, afirma.
Durante o verão, o uso frequente do celular em ambientes abertos amplia o risco de furtos, golpes e invasões. “É comum que as pessoas relaxem nos cuidados durante as férias. Esse comportamento cria oportunidades para criminosos, que se aproveitam de distrações e da falta de proteção adequada nos aparelhos”, explica o especialista.
Eduardo Nery reforça que, mesmo com boas práticas, não existe proteção total. O importante é adotar medidas para reduzir vulnerabilidades e consequências. “Segurança digital não significa eliminar riscos, mas diminuir as chances de exposição e estar preparado para reagir rapidamente”, ressalta.
Entre as recomendações, estão: ativar bloqueios de tela com senhas fortes ou biometria, utilizar senhas diferentes para cada aplicativo, ativar autenticação em dois fatores, evitar Wi-Fi público, desativar notificações na tela de bloqueio, habilitar rastreamento remoto, evitar acesso automático a apps bancários e realizar backups frequentes. Em caso de perda ou roubo, é essencial bloquear o dispositivo, trocar senhas e comunicar operadora e instituições financeiras.






