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Ataques deixam quase 2 milhões de ucranianos sem eletricidade em meio ao frio severo 


Da redação

A Ucrânia enfrenta uma onda de ataques que resultaram em mortes e ferimentos de civis, além de danos significativos a infraestruturas críticas de energia e portuárias nas regiões de Dnipro, Odessa e Zaporizhzhia. Segundo as Nações Unidas, quase 2 milhões de pessoas estão atualmente sem eletricidade enquanto as temperaturas chegam a 18 graus negativos em algumas áreas do país.

De acordo com a mídia local, um dos ataques mais recentes ocorreu na região de Lviv, onde um míssil hipersônico Oreshnik com capacidade nuclear foi utilizado. O fornecimento de energia e água foi interrompido em Odessa após ataques que mataram e feriram diversos ucranianos em apenas 24 horas.

O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, declarou nas redes sociais que a Ucrânia solicitará uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. Poucas horas depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que uma equipe de serviços médicos de emergência foi atacada durante a madrugada em Kyiv. O ataque resultou na morte de um paramédico, deixou quatro profissionais feridos e danificou três ambulâncias.

Nos primeiros dias deste ano, a OMS já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes e 11 feridos. O coordenador da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, afirmou que além dos serviços básicos, comunicações móveis e transporte público eletrônico também foram afetados, levando autoridades locais a declarar emergência.

Schmale destacou que estes ataques colocam os mais vulneráveis em risco, incluindo idosos, pessoas com problemas de saúde e crianças, e enfatizou que civis e infraestrutura civil são protegidos pelo direito internacional humanitário. Desde 2022, as cidades de Kryvyi Rih e Dnipro registraram alguns dos maiores atentados simultâneos do conflito.