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O hábito de se doar: conheça histórias de brasilienses mobilizados para salvar vidas


Da redação

A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) enfrenta instabilidade nos estoques de sangue neste início de 2026, período marcado por alta demanda de transfusões. Atualmente, a coleta diária está em 130 bolsas, abaixo das 180 necessárias para manter níveis seguros, segundo Kelly Barbi, gerente de captação da FHB. Ontem, os estoques dos tipos O+, O-, B-, AB- e A- estavam em situação crítica.

Exemplos de solidariedade ganham destaque, como as irmãs Thayná, 25 anos, e Thayane Loiola, 17 anos. Thayane, doadora desde os 16 anos, foi reconhecida pela FHB com a medalha de Doador Fiel Júnior e incentiva jovens a iniciarem o hábito. “Quanto mais cedo começar, maior a chance de levar para a vida”, afirma. Desta vez, Thayná substituiu a irmã e realizou sua primeira doação.

Outro destaque é Milton da Costa Galiza, 62 anos, recordista em Brasília, com doações a cada dois meses desde 1997. “É uma atividade de amor ao próximo”, diz Milton. Já Gláucia Magalhães, 42 anos, soma 24 anos e 59 doações: “Para mim, é dar uma segunda chance para a vida de outra pessoa”, ressalta.

Segundo Andressa Melo, hematologista do Hospital de Brasília, o sangue coletado beneficia diversos tratamentos, já que é separado em hemácias, plaquetas e plasma. “Um único doador pode ajudar até quatro pessoas”, detalha. Ela reforça que estoques estáveis evitam riscos de complicações e mortes por falta de transfusão.

Podem doar sangue pessoas de 16 a 60 anos, com mais de 50kg e boas condições de saúde. O agendamento é feito em agenda.df.gov.br. A FHB atende de segunda a sábado, das 7h15 às 18h, no Setor Médico Hospitalar Norte.