Início Eleições Partidos apostam suas fichas na eleição para o Legislativo para garantir protagonismo

Partidos apostam suas fichas na eleição para o Legislativo para garantir protagonismo


Da redação

A menos de um ano das eleições de 4 de outubro de 2026, partidos políticos intensificam a organização interna, com destaque para o fortalecimento das bancadas no Congresso Nacional. A movimentação inclui siglas de diferentes tamanhos e espectros ideológicos, que veem na eleição de deputados e senadores um caminho estratégico, seja para garantir apoio ao Executivo, fortalecer a oposição ou até mesmo assegurar a sobrevivência diante de regras como a cláusula de barreira.

Paulo Abi-Ackel, presidente do PSDB em Minas, afirma que a legenda dará prioridade às candidaturas ao Legislativo, admitindo erro estratégico em 2022, quando focou nos governos estaduais e elegeu apenas 14 deputados federais. Segundo ele, o objetivo agora é dobrar a bancada na Câmara e recuperar relevância nacional: “A bancada será ainda mais respeitada à medida que tivermos uma bancada maior.”

No mesmo sentido, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, declarou em 8 de dezembro que “candidaturas a deputado federal serão prioritárias no partido em 2026”, mantendo ainda apostas pontuais no Executivo, como Alexandre Kalil em Minas. O MDB, representado por Newton Cardoso Jr., também aposta na expansão da bancada, projetando eleger 60 deputados e atraindo quadros locais para fortalecer a chapa.

O PSD adota estratégia semelhante, segundo Cássio Soares, presidente mineiro da legenda, que destaca a importância de uma bancada forte para ter influência nos grandes debates nacionais. O PL, que já possui as maiores bancadas, mantém como prioridade ampliar ainda mais o poder no Congresso, conforme reforçou Domingos Sávio, presidente do partido em Minas Gerais.

Apesar do foco legislativo, PL e PT mantêm a disputa presidencial como central. Domingos Sávio diz que “eleger presidente e governadores é imprescindível”. O PT formalizou em resolução que a reeleição de Lula é “indispensável para enfrentar a extrema direita, preservar a democracia e avançar em reformas estruturais”.