Início Mundo Autoridade eleitoral considera ‘ilegal’ recontagem de votos em Honduras

Autoridade eleitoral considera ‘ilegal’ recontagem de votos em Honduras


Da redação

A autoridade eleitoral de Honduras declarou ilegal, nesta segunda-feira (12), a decisão do governo de Xiomara Castro de ordenar a recontagem dos votos das eleições presidenciais. O pleito foi vencido pelo empresário Nasry Asfura, apoiado por Donald Trump, com menos de um ponto percentual de vantagem sobre Salvador Nasralla, de direita, que denunciou fraude.

Xiomara Castro afirma que a eleição está “viciada em nulidade” devido à suposta “interferência” do presidente dos Estados Unidos, que teria ameaçado cortar a ajuda ao país caso o candidato conservador não fosse eleito. Castro também acusa “manipulação” na apuração e promulgou uma decisão do Congresso, aprovada na sexta-feira sem a presença de opositores, para recontar os votos.

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Ana Paola Hall, destacou nesta segunda-feira que a medida do Congresso é “inconstitucional e ilegal”, pois tenta “usurpar” competências do órgão. “Não é uma decisão vinculante”, declarou Hall.

Em visita a Washington nesta segunda, Asfura reuniu-se com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O gabinete americano advertiu que “qualquer tentativa de reverter ilegalmente as eleições de Honduras terá consequências graves”. Asfura tomará posse em 27 de janeiro. O chefe das Forças Armadas, Héctor Valerio, garantiu apoio ao resultado do CNE e à segurança do material eleitoral.

Para o constitucionalista Oliver Erazo, a recontagem promovida por Castro é “totalmente ilegal” e só poderia ser imposta “pelo uso da força, das armas e da desordem social”. O jurista afirmou à AFP que o decreto pode ser revogado por Asfura ou pelo novo Congresso.