Da redação
O impacto da reforma tributária no setor atacadista do Distrito Federal a partir de 2026 foi tema do programa CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília, exibido nesta quarta-feira (14/1). Álvaro Silveira Júnior, presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF), discutiu o assunto em entrevista aos jornalistas Samanta Sallum e Ronayre Nunes.
Silveira Júnior destacou que a reforma afetará não só o setor atacadista, mas todo o ambiente empresarial. Ele explicou que será preciso adaptar sistemas para a emissão de notas fiscais e atender às novas legislações, em um processo de migração que deve ser concluído até 2032.
O dirigente avalia que o Distrito Federal pode ser beneficiado pela alteração tributária devido à sua localização estratégica. “Hoje, Brasília é um dos principais hubs logísticos do país, especialmente para a distribuição de produtos às regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste”, afirmou.
Apesar das vantagens, Silveira ressaltou desafios, como a possível elevação da carga tributária em setores como o de aluguéis. “O imposto sobre essa atividade deve subir, o que vai impactar diretamente o fluxo de caixa. Grande parte do imposto só será compensada após a venda pelo varejista, gerando um descompasso financeiro inicial. Com o tempo, os preços tendem a se acomodar”, explicou.
Entre outros pontos de preocupação, ele citou a alíquota final, que pode chegar a cerca de 28%, sendo que alguns segmentos essenciais pagam metade, enquanto outros podem atingir até 35%. Mesmo assim, o presidente do Sindiatacadista-DF vê aspectos positivos, especialmente na proteção a setores sensíveis, e acredita que, com responsabilidade fiscal, as alíquotas possam cair no médio e longo prazo.






