Da redação
A Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (16) que vai analisar um recurso da empresa alemã Bayer, que busca conter uma série de processos contra o herbicida Roundup.
O tribunal avaliará a apelação da Bayer em um caso em que uma corte estadual determinou o pagamento de US$ 1,25 milhão (R$ 6,7 milhões) a um homem do Missouri. Ele alega ter desenvolvido câncer no sangue devido ao uso do produto, cujo princípio ativo é o glifosato, classificado como possivelmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), embora a Bayer conteste essa avaliação.
A empresa argumenta que está protegida de ações estaduais, pois a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) aprovou o Roundup sem exigir advertências sobre riscos. O governo Donald Trump apoia a Bayer. O advogado-geral John Sauer destacou que a EPA “há décadas” considera o glifosato “provavelmente não cancerígeno”.
O diretor-executivo da Bayer, Bill Anderson, defendeu: “É hora de o sistema legal dos Estados Unidos determinar que as empresas não devem ser punidas por leis estaduais por cumprirem os requisitos federais de rotulagem”. Já Lori Ann Burd, do Centro para a Diversidade Biológica, lamentou a decisão do tribunal: “É um dia triste no país quando nosso mais alto tribunal concorda em considerar se priva milhares de usuários do Roundup que sofrem de câncer da oportunidade de buscar justiça.”
Desde que adquiriu a Monsanto em 2018, a Bayer já desembolsou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) em processos sobre a composição do Roundup. A Suprema Corte deve decidir sobre o recurso até o começo de julho.






