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Estado de São Paulo registra 881 mil casos de dengue e mais de mil mortes em 2025


Da redação

O estado de São Paulo registrou em 2025 um surto intenso de dengue, com 881 mil notificações de infectados pelo vírus. Segundo balanço oficial, a doença resultou em 1.122 mortes confirmadas, associadas a complicações graves da infecção espalhada por diferentes regiões do estado. O relatório destacou ainda 1.461 casos classificados como graves, nos quais pacientes apresentaram sintomas mais severos, como hemorragias, queda de plaquetas e comprometimento de órgãos, exigindo internação e cuidados médicos especializados.

O vírus da dengue é transmitido pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em áreas urbanas com água parada. A circulação de quatro sorotipos simultaneamente eleva o risco de infecções repetidas e formas mais agressivas da doença. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dores pelo corpo e manchas na pele; nos casos graves, os sinais evoluem para dor abdominal persistente, vômitos contínuos e sangramentos.

Em resposta ao aumento expressivo dos casos, autoridades de saúde de São Paulo reforçaram as ações de vigilância entomológica e realizaram mutirões de limpeza, aplicação de larvicida e campanhas educativas. A população foi orientada a eliminar possíveis criadouros do mosquito, como caixas d’água e vasos de plantas, medida fundamental para conter a disseminação do vetor.

A dengue está presente em São Paulo desde os anos 1980, com surtos a cada dois ou três anos. O cenário atual, quase 900 mil casos, evidencia o impacto da urbanização e das mudanças climáticas na proliferação do Aedes aegypti, exigindo ações contínuas e integradas entre autoridades e sociedade.

Diante desse panorama, especialistas destacam a necessidade de avanços em vacinas para todos os sorotipos e aprimoramento no diagnóstico precoce. O controle efetivo da doença depende, até o momento, da prevenção e do combate ao mosquito, além da rápida identificação dos casos suspeitos para evitar complicações.