Da redação
Um ano após reassumir a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump comandou o país pautado por confronto, nacionalismo e mobilização de sua base. Entre as principais medidas, ressaltam-se ações contundentes na imigração, como o aumento significativo de deportações. Segundo o Departamento de Segurança Interna, 2,5 milhões foram expulsos em 2025, das quais 600 mil deportadas e o restante deixou o país voluntariamente após ordem de remoção. Trump também tentou revogar a cidadania automática para filhos de imigrantes irregulares, medida atualmente suspensa pela Justiça.
Na economia, Trump protagonizou nova guerra comercial, impondo sobretaxas de até 50% sobre importações, inclusive brasileiras. Após negociações, parte das tarifas foi retirada, mas, segundo Geraldo Alckmin, 22% das exportações brasileiras seguem com taxas mínimas de 40%. O governo também tornou permanentes os cortes tributários de 2017 e promoveu um enxugamento da máquina pública, com uma redução de 220 mil funcionários civis federais – o menor nível desde a década de 1930.
No setor ambiental, Trump editou políticas para expandir os combustíveis fósseis e afrouxou regulações ambientais, porém a produção de petróleo e gás pouco superou os níveis anteriores. Repetindo o primeiro mandato, retirou oficialmente os EUA do Acordo de Paris sobre o clima em janeiro de 2025.
Na política externa, o presidente não cumpriu a promessa de encerrar as guerras da Ucrânia e Gaza em 24 horas. Conseguiu, contudo, contribuir para um acordo de entrega de reféns e cessar-fogo frágil em Gaza. Tentativas de retomar o controle do Canal do Panamá e adquirir a Groenlândia foram rejeitadas por autoridades locais.
Trump cumpriu ainda promessas caras à base Maga: perdoou cerca de 1.500 réus do ataque ao Capitólio, desmontou políticas de diversidade e proibiu mulheres trans em esportes femininos financiados por recursos federais – ações que fortaleceram sua base, mas aprofundaram a polarização social e multiplicaram contestações legais.






