Da redação
O novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, definiu os nomes que comandarão dois cargos estratégicos da pasta. Para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, área considerada prioritária pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lima e Silva nomeou o secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Veloso, conhecido como Chico Lucas. Filiado ao PT, Lucas era um dos principais membros da equipe do governador piauiense Rafael Fonteles.
A escolha de Chico Lucas atende a uma recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, que sugeriu seu nome até mesmo para o cargo de ministro da Justiça. Segundo auxiliares do ministro, a indicação busca valorizar o conselho e prestigiar a experiência de Lucas, que é visto como um gestor com capacidade para apresentar resultados imediatos, conforme deseja o Palácio do Planalto.
Outro nome confirmado na equipe é o do advogado baiano Manoel Teixeira de Matos, que será o novo chefe de gabinete do ministério. Matos vinha exercendo a função de secretário-adjunto de Revisão e Consolidação de Atos Normativos na Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Ele e Lima e Silva têm uma trajetória comum no Ministério Público da Bahia.
O novo ministro deverá promover ainda mudanças na Secretaria-Executiva do ministério, o segundo cargo na hierarquia. Por enquanto, a posição segue ocupada por Manoel Carlos de Almeida Neto, remanescente da gestão de Ricardo Lewandowski.
Lima e Silva informou que não haverá alterações no comando da Polícia Federal, liderada por Andrei Rodrigues, nem na chefia da Polícia Rodoviária Federal, sob Antônio Oliveira. Ambas as corporações permanecem sob a estrutura do Ministério da Justiça.






