Da redação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta segunda-feira, 19, um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde Bolsonaro cumpre pena em Brasília.
Também foi solicitada a liberação para visita de Diego Torres Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ex-assessor especial de Tarcísio, além do assessor de Bolsonaro, Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia. Scheid já teve pedido de visitas contínuas negado por Moraes em setembro de 2023.
Na decisão divulgada nesta segunda-feira, Moraes permitiu que o médico particular de Bolsonaro, Dr. Cláudio Birolini, acompanhe a junta médica responsável pelo ex-presidente. No entanto, ainda não há manifestação do ministro em relação aos pedidos de visita de Tarcísio, Diego Dourado e Bruno Scheid.
Bolsonaro foi transferido para a Papudinha na quinta-feira, 15, por determinação de Moraes, para cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Moraes já havia autorizado outro cunhado do ex-presidente a entregar refeições na unidade prisional.
O cenário político ganhou tensões após Tarcísio reafirmar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, anunciada em dezembro, a pedido de Jair Bolsonaro. A declaração gerou repercussão entre apoiadores da direita após críticas à esposa de Tarcísio, e motivou Flávio a defender unidade do grupo contra o PT, que deve lançar Lula à reeleição.






