Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga se três funcionários do Hospital Anchieta de Taguatinga, presos sob suspeita de assassinar três pacientes, podem ter feito novas vítimas em outros hospitais. A informação foi confirmada pelo delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), em coletiva nesta segunda-feira (data não informada). O caso foi batizado de Operação Anúbis e, segundo Salomão, a motivação dos crimes ainda é desconhecida.
De acordo com o g1, um técnico de enfermagem de 24 anos teria usado o sistema do hospital aberto na conta de um médico para receitar e aplicar uma medicação “errada” em três pacientes, sem consultar a equipe médica. Duas vítimas morreram em 19 de novembro e a terceira em 1º de dezembro. Segundo o delegado, o técnico contou com o apoio de duas outras técnicas de enfermagem nas ações.
Laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil apontou que ainda é apurada a forma como o acesso ao sistema médico foi obtido. “Devemos identificar qual foi a fonte do acesso. Esse é um trabalho que não foi concluído”, afirmou Leandro Oliveira, diretor da divisão de perícias internas, acrescentando que cerca de 20 laudos estão em análise.
Além da medicação, o técnico aplicou desinfetante dez vezes em uma das vítimas, uma professora aposentada de 75 anos, conforme indicou o g1. As outras vítimas são um servidor público de 63 anos e outro de 33 anos. “O que chamou a atenção foi a piora súbita dos pacientes, sem agravamento gradual”, explicou Márcia Reis, diretora do IML.
O hospital declarou, em nota, ter instaurado um comitê interno ao identificar as mortes atípicas na UTI. Após investigação, evidências foram encaminhadas às autoridades e as famílias avisadas. O processo corre em segredo de justiça, sem divulgação dos nomes dos envolvidos.






