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Técnico de enfermagem serial killer usava desinfetante doméstico para matar pacientes de hospital no DF


Da redação

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, técnico de enfermagem de 24 anos, suspeito de matar ao menos três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Segundo as autoridades, o profissional teria aplicado desinfetante mais de dez vezes em uma das vítimas, uma idosa de 75 anos, usando uma seringa. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

Além de Marcos Vinícius, outras duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa, 22 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 28, são investigadas por possível participação nos crimes, inclusive por negligência e coautoria. A Polícia aponta que Marcos administrava medicamentos de forma irregular diretamente na veia dos pacientes, com doses consideradas letais, e realizava manobras de reanimação diante de outros profissionais para tentar disfarçar os crimes.

As vítimas identificadas até o momento são João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33, todos com quadros clínicos distintos e pioras súbitas. Entre as irregularidades apuradas, o técnico teria acessado o sistema do hospital com a senha de um médico para prescrever medicamentos inadequados e aplicar substâncias ilegais nos pacientes em 17 de novembro e 1º de dezembro de 2023.

O caso veio à tona após análises das câmeras de segurança e revisão dos prontuários médicos. Segundo a polícia, Amanda, amiga de longa data do principal suspeito, e Marcela, recém-contratada, ficavam responsáveis por vigiar a porta dos quartos durante as aplicações. Após a identificação das condutas incompatíveis, o hospital demitiu os profissionais e informou as autoridades.

Os três foram presos durante a Operação Anúbis, que continua apurando possíveis novas vítimas. O caso foi registrado como homicídio qualificado, e as duas técnicas respondem por coautoria. O Conselho Regional de Enfermagem do DF afirmou, em nota, que acompanha o caso e adota as providências cabíveis, ressaltando o compromisso com o devido processo legal e a segurança do paciente.