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Vivemos um novo luto após saber do crime, diz irmã de servidor público morto em hospital do DF

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Da redação

A morte do servidor público Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, no Hospital Anchieta, em Taguatinga, se tornou alvo de investigação policial após a descoberta de que ele foi vítima de homicídio, e não de doença, como acreditava a família. Marcos, funcionário dos Correios, é uma das três vítimas de técnicos de enfermagem presos pela Polícia Civil do Distrito Federal, suspeitos de envolvimento em homicídios na unidade. As outras vítimas identificadas são João Clemente Pereira, 63, e Miranilde Pereira da Silva, 75. A motivação dos crimes segue sendo investigada.

A polícia apura ainda a possibilidade de outros casos no Hospital Anchieta e em instituições onde os suspeitos atuaram, das redes pública e privada. As prisões dos três técnicos de enfermagem ocorreram entre 12 e 15 de janeiro. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, foi apontado como principal suspeito, sendo preso em um apartamento. Também foram presas Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa. A defesa dos três não foi localizada pela reportagem.

Marcos foi internado em 18 de novembro, após sentir fortes dores abdominais. Submetido inicialmente à suspeita de infarto, foi transferido para a UTI com diagnóstico de pancreatite. Naquela noite, sofreu uma parada cardíaca, episódio considerado suspeito pela família. Após dias de evolução, apresentou melhora até regredir rapidamente em 25 de novembro, sendo novamente sedado e privado de visitas. Em 1º de dezembro, uma nova aplicação causou a parada cardíaca fatal.

A família tomou conhecimento da real causa da morte apenas após investigação da comissão de óbito do hospital, que apontou também outras mortes suspeitas por aplicação de substâncias, incluindo desinfetante. Em um caso, foram identificadas 13 injeções dessa substância em uma das vítimas.

Desolada, a irmã de Marcos, Mariana Fernandes Matias, afirmou buscar justiça: “Quero que todo mundo saiba quão cruel foi. Ele estava ali totalmente à mercê”. O caso é investigado pelo delegado Wisllei Salomão. O principal suspeito confessou o crime.