Da redação
A atriz denunciou neste fim de semana, em suas redes sociais, ter tido sua privacidade invadida por um fotógrafo enquanto fazia compras em um shopping center. Segundo relatos da própria artista, o profissional tentou registrar imagens sem aviso prévio, invadindo seu espaço pessoal e gerando desconforto e indignação. O episódio ocorreu em uma área comum do estabelecimento, onde a atriz esperava manter discrição enquanto realizava tarefas cotidianas.
Durante a abordagem, a atriz criticou o comportamento do fotógrafo, classificando-o como invasivo e desrespeitoso. De acordo com ela, não houve pedido de autorização para as imagens, e o profissional continuou insistindo nos cliques, mesmo após solicitação para parar. A denúncia repercutiu nas redes sociais, levantando discussões sobre os limites da atuação de fotógrafos em locais públicos e o direito à privacidade de figuras públicas.
Especialistas em direitos de imagem destacam que, apesar de áreas públicas permitirem fotografias, o uso e a divulgação sem consentimento podem acarretar sanções. O artigo 20 do Código Civil brasileiro prevê que a divulgação de imagens relativas à vida privada necessita de autorização do titular, salvo em casos de ordem pública ou justiça. Regras similares são amparadas ainda pelo Marco Civil da Internet.
O caso ocorre em um contexto de crescente debate sobre a conduta de paparazzi e profissionais de imprensa, especialmente quanto ao uso de métodos considerados constrangedores ou invasivos para fotografar celebridades. Entidades jornalísticas recomendam autorregulamentação e respeito à privacidade, indicando limites para a cobertura de momentos da vida cotidiana dessas personalidades.
A atriz defendeu a criação de protocolos para proteger pessoas públicas e privadas em ambientes abertos e sugeriu maior diálogo entre associações de fotógrafos e representantes artísticos. O episódio contribui para o debate sobre ética, privacidade e limites no relacionamento entre profissionais de fotografia e celebridades.





