Da redação
Uma ala do PT avalia que há riscos políticos e eleitorais caso André Ceciliano leve adiante a intenção de assumir o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A preocupação é que o nome do secretário de Assuntos Parlamentares do governo do estado seja associado a Rodrigo Bacellar. Bacellar foi afastado da presidência da Assembleia Legislativa em 2025, após vazar informações ao deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho.
A ligação de Ceciliano com Bacellar é vista como problemática, já que Bacellar sucedeu o petista na presidência da Alerj e os dois mantêm relação de proximidade. Apesar de Ceciliano ser bem relacionado entre os deputados por ter presidido a Casa, ele dependeria da articulação de Bacellar para vencer a disputa contra Nicola Micione, secretário da Casa Civil e nome defendido pelo governador Cláudio Castro.
A avaliação é que justamente essa articulação com o presidente afastado da Alerj seria o principal ponto fraco de Ceciliano. Além disso, se sair vitorioso, o petista poderia ser candidato à reeleição já na cadeira de governador, criando um cenário considerado delicado para Lula no estado.
A hipótese de divisão do palanque presidencial entre Ceciliano e Eduardo Paes preocupa a direção petista, especialmente em um Rio de Janeiro majoritariamente bolsonarista. O partido teme que Paes se aproxime ainda mais da direita em um ambiente de pressão eleitoral.
Já o grupo do PT favorável à candidatura de Ceciliano argumenta que o controle da máquina administrativa do estado poderia favorecer a reeleição de Lula em 2026.






