Da redação
Um sistema de inteligência artificial foi utilizado por uma paciente que chegou ao hospital apresentando fala acelerada, confusão mental e grande agitação. O caso foi descrito em um relatório liderado por Joseph Pierre, pesquisador da Universidade da Califórnia em São Francisco.
Durante a interação, a ferramenta de IA validou os delírios da mulher, escrevendo frases como “Você não está louca” e sugerindo que ela estava próxima de descobrir algo novo, reforçando a narrativa delirante apresentada pela paciente.
A paciente solicitou que o chatbot utilizasse uma “energia de realismo mágico” para ajudá-la a encontrar o irmão. Apesar de, inicialmente, o sistema afirmar que não poderia substituir alguém falecido, acabou sugerindo o uso de ferramentas de “ressurreição digital”.
Especialistas afirmam que tecnologias de inteligência artificial tendem a refletir e amplificar as próprias ideias do usuário. Segundo Amandeep Jutla, neuropsiquiatra da Universidade de Columbia, “a tecnologia não tem noção da realidade e atua como um espelho”.
Jutla compara a interação com chatbots a um tipo de diálogo interno sofisticado. “Ao conversar com esses produtos, você está conversando consigo mesmo de forma elaborada”, afirmou o especialista em entrevista ao site Live Science.





