Da redação
O presidente afastado do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, renunciou oficialmente ao cargo nesta quarta-feira (data não informada), após ser afastado pelo Conselho Deliberativo na última sexta-feira. A saída, que ainda precisaria ser ratificada em Assembleia Geral de Sócios, ocorre em meio a várias acusações envolvendo Casares, sua ex-mulher e integrantes da diretoria.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, apuram suspeitas como recebimento de dinheiro ilícito, saque milionário dos cofres do clube e aumento repentino do patrimônio de dirigentes. O caso ganhou repercussão após o vazamento de um áudio entre Mara Casares, ex-mulher do ex-presidente, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base, que admitiam receber dinheiro com a venda de camarotes em shows realizados no Morumbis.
Na carta de renúncia, Casares justificou a decisão: “Diante da continuidade desse ambiente, da necessidade de preservar minha saúde e, sobretudo, de proteger minha família de ataques e ameaças gravíssimas, bem como para evitar que essa disputa política continue a prejudicar o time de futebol e o ambiente esportivo do clube, apresento minha renúncia ao cargo de presidente, com efeitos a partir desta data.”
Paralelamente, nesta quarta-feira, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão envolvendo pessoas ligadas ao esquema. Os alvos foram Douglas Schwartzmann, Mara Casares e a empresária Rita de Cassia Adriana Prado. Foram apreendidos documentos, computadores e anotações, além de R$ 28 mil em espécie na casa de Mara Casares.
O promotor José Reinaldo de Carneiro Guimarães classificou as apreensões como “muito exitosas”. Em nota, os investigados afirmaram estar à disposição da Justiça e das autoridades para esclarecimentos.





