Da redação
Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22) no Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto de São Paulo revelou fragilidades no conhecimento dos brasileiros sobre o Holocausto. Segundo o estudo “Conhecimento sobre o Holocausto no Brasil”, 59,3% dos entrevistados já ouviram falar do tema, mas apenas 53,2% conseguiram defini-lo corretamente. Entre os participantes, somente 38% reconheceram Auschwitz-Birkenau como campo de concentração e extermínio de judeus.
O levantamento foi realizado pelo Grupo Ispo, a pedido da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Memorial do Holocausto de São Paulo, Museu do Holocausto de Curitiba e StandWithUs Brasil. Entre abril e outubro de 2023, foram entrevistadas 7.762 pessoas de 11 regiões metropolitanas, excluindo o Norte, que será incluído em etapas futuras.
Durante o lançamento, a sobrevivente Hannah Charlier, de 83 anos, compartilhou seu relato ao público. Nascida na prisão durante a Segunda Guerra Mundial, Hannah foi resgatada após o fuzilamento de sua mãe e posteriormente adotada por um casal que imigrou para o Brasil. O Holocausto, segundo o Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, resultou no assassinato de seis milhões de judeus europeus entre 1933 e 1945.
Sergio Napchan, diretor executivo da Conib, destacou que o Holocausto é a maior tragédia do século 20, exterminando um terço dos judeus europeus, além de outras vítimas. Hana Nusbaum, da StandWithUs Brasil, alertou para a banalização do tema nas redes sociais e o risco da disseminação de conteúdo apologético ao nazismo entre jovens.
A escola foi apontada como principal fonte de informação sobre o Holocausto (30,9%), seguida por filmes e livros (18,6%), internet/redes sociais (12,5%), e museus/memoriais (1,7%). Os eventos antecedem o Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro, com cerimônias previstas em São Paulo nos dias 25 e 28.







