Da redação
O Palácio Guanabara minimiza a candidatura de André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Legislativos no governo Lula, para o mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro. O entorno do governador Cláudio Castro, bem como o próprio mandatário, avaliam que Ceciliano, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), estaria apenas pressionando Eduardo Paes a serviço do PT, visando maior espaço no governo ou até mesmo a vice em uma possível chapa do prefeito carioca para as eleições de outubro.
Segundo aliados de Castro, Ceciliano não teria votos suficientes na Alerj para vencer Nicola Micione, secretário da Casa Civil e nome defendido pelo governador para comandar o estado após sua renúncia, prevista até abril. Após a saída de Castro, que pretende se candidatar ao Senado, a Alerj irá escolher o governador-tampão para liderar o estado até janeiro de 2027.
Mesmo com eventual apoio do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar, e articulações junto a seus aliados para fortalecer Ceciliano, a avaliação de Castro é que os deputados do PL, maior bancada da Casa, não endossariam um candidato do PT em um ano eleitoral.
Além disso, aliados do governador consideram que até mesmo deputados próximos a Bacellar e com boa relação com Ceciliano evitariam apoiar o petista devido a possíveis consequências eleitorais.
Caso Ceciliano decida concorrer e seja eleito, há intenção no PT de lançá-lo à reeleição, utilizando a máquina estadual para fortalecer o palanque do partido no Rio de Janeiro em favor do presidente Lula.






