Da redação
O Jardim Botânico de Brasília (JBB), inaugurado em março de 1985, se destaca como opção de lazer para quem busca tranquilidade no Distrito Federal, aliando entretenimento com preservação ambiental. O espaço abriga trilhas em meio a 500 hectares de Cerrado preservado e jardins com espécies de plantas de diversas partes do mundo. O parque, que também oferece museus de ciência e visitas guiadas, desempenha papel importante no desenvolvimento acadêmico e na educação ambiental local.
As visitas guiadas são destinadas a escolas, universidades, projetos sociais, empresas, famílias ou qualquer grupo interessado em aprender sobre flora, fauna e preservação ecológica. A gerente de educação ambiental do JBB, Ana Beatriz Queiroz, explica que os roteiros incluem o jardim japonês, criado a partir da integração de espécies regionais e exóticas, além de outros espaços como o Museu do Cerrado, onde estão expostos animais taxidermizados e caixas entomológicas de insetos.
Entre as atrações mais elogiadas está o jardim dos cheiros, com 77 tipos de plantas medicinais, aromáticas e alimentícias. “Nós nascemos em contato com o verde, e achei aqui lindo. Fiquei realmente encantada”, afirmou Jéssica dos Santos, visitante de Três Lagoas (MS), ao conhecer o local.
As trilhas do Jardim são tradicionalmente frequentadas por famílias, como a de Felipe Barros, morador do Tororó, que elogiam a manutenção do parque. O Jardim conta com sete trilhas, algumas com acesso para bicicletas, sendo a trilha Krahô, de menos de 2 km, a preferida para grupos escolares. “Depois da caminhada, nós perguntamos para eles o que acharam da paisagem. O nosso papel é mostrar a beleza do Cerrado por meio das relações ambientais”, explica Ana Beatriz.
A reserva completa do JBB possui 4.500 hectares e é conectada à Estação Ecológica do IBGE e à Fazenda Água Limpa da UnB, formando 10 mil hectares de vegetação protegida, com acesso restrito a pesquisadores. O professor Reuber Brandão, do Departamento de Engenharia Florestal da UnB, define o local como um “laboratório vivo”. O Jardim mantém ainda a publicação científica Heringeriana, que divulga de 100 a 150 artigos por ano e já catalogou todos os mamíferos da região.






