Abandono em áreas centrais do DF expõe moradores a riscos e reforça sensação de insegurança


Da redação

Prédios abandonados, calçadas degradadas e falta de manutenção têm sido motivo de preocupação em áreas tradicionais do Plano Piloto, como Asa Sul e Asa Norte. Moradores relatam riscos à segurança, dificuldades de mobilidade e sensação crescente de abandono nos espaços urbanos.

Na SQS 506 Sul, após o fechamento de um bar em 2022, a degradação é evidente: a calçada está sem manutenção, há sujeira acumulada e parte do forro do telhado desabou. Um buraco com mais de um metro de profundidade, causado pela retirada da tampa de esgoto, representa risco para transeuntes. “O buraco de esgoto na calçada é um risco. Já vi pessoas quase caindo. Colocaram umas madeiras em volta, mas isso também é perigoso”, disse o comerciante Marcos Antonio, de 40 anos.

Outro ponto crítico é o prédio azul da antiga sede dos escoteiros, na SQS 114/115 Sul, abandonado há cerca de cinco anos. O imóvel apresenta paredes pichadas, grades retorcidas, acúmulo de lixo e passagem irregular, agravando o cenário de abandono na Asa Sul. Moradores também chamam atenção para a falta de iluminação pública, que aumenta o sentimento de insegurança.

Na Asa Norte, a situação se repete na SQN 404, onde o prédio da Associação dos Agentes da Polícia Civil está fechado e abriga pessoas em situação de rua. Lindalva Gomes, de 45 anos, relata medo ao passar pelo local: “O ideal seria o posto voltar a funcionar”.

Segundo Patrícia Carvalho, presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul, as queixas sobre imóveis abandonados são frequentes e afetam principalmente pedestres. Ela ressalta que o problema é antigo e aponta a necessidade de atuação integrada entre órgãos públicos. A Administração Regional do Plano Piloto afirma estar ciente das demandas e que realiza ações paliativas, mas esclarece que os imóveis citados não são de sua responsabilidade direta.