Da redação
Centenas de pessoas participaram em lágrimas, nesta quarta-feira (28), do funeral de Ran Gvili, em um estádio em Meitar, sul de Israel. O policial de 24 anos era o último refém cujo corpo ainda permanecia na Faixa de Gaza após o ataque do Hamas em 2023. O evento contou com a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do presidente Isaac Herzog.
Gvili teve seus restos mortais repatriados na segunda-feira, após ser morto em combate por milicianos do Hamas durante o ataque de 7 de outubro, que iniciou uma guerra de dois anos. Filho de Talik Gvili, o policial estava de licença médica quando decidiu agir para defender o kibutz Alumim, vindo a ser morto em combate e levado para Gaza.
Durante a homenagem, familiares e autoridades reconheceram a coragem de Gvili. “O primeiro a partir, o último a voltar”, disse sua mãe, que também declarou: “Os mártires nos dão força para erradicar o mal”. Omri Gvili, irmão do policial, afirmou: “Você é o orgulho de todo o país”. Herzog lamentou não ter conhecido Gvili: “Hoje, toda a nação está de luto com vocês”.
Do total de 251 reféns capturados pelo Hamas em 7 de outubro, 44 já estavam mortos ao serem levados para Gaza e, dos 207 capturados vivos, 41 morreram no cativeiro. O retorno dos reféns marcou negociações e operações militares ao longo do conflito.
Netanyahu anunciou a criação de uma nova localidade em homenagem a Gvili e reafirmou o objetivo de “desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza”. O premiê afirmou que qualquer ataque contra Israel terá resposta “a um preço exorbitante”. Com o fim do processo de repatriação, espera-se avanço no plano dos EUA para pôr fim à guerra, incluindo a reabertura da passagem de Rafah e o envio de força internacional.





