Polícia Civil esclarece caso de corretora desaparecida em Caldas Novas


Da redação

A Polícia Civil de Goiás prendeu Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde Daiane Alves de Souza morava, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, suspeitos de envolvimento no homicídio da corretora de imóveis. O corpo de Daiane, de 43 anos, foi localizado nesta quarta-feira (28/01) em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, após uma força-tarefa que utilizou o novo helicóptero da corporação, em operação desde dezembro de 2025.

A investigação contou com apoio de grupos especializados, análise de videomonitoramento e recursos estratégicos. “Hoje completa 42 dias do desaparecimento e 41 dias da notificação oficial desse crime. Precisávamos da materialidade do caso, que infelizmente se trata de homicídio”, afirmou o delegado-geral André Ganga. Ele destacou a atuação do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, comandado pelo delegado André Luiz Barbosa, responsável por reunir provas que fortaleceram o inquérito.

Além do GIH, participaram das buscas equipes do Grupo de Investigação de Desaparecidos, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e da Inteligência da Polícia Civil. Segundo a polícia, a motivação do crime está relacionada a desavenças comerciais entre a vítima e o síndico do prédio.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2024, após descer ao subsolo do edifício para averiguar um corte de energia. Após o sumiço, familiares acionaram a polícia e iniciaram uma busca em hospitais e com conhecidos. “A administração dos apartamentos da família da Daiane era feita pelo síndico, mas em novembro de 2024 a família retirou a administração do prédio, o que gerou conflitos”, explicou o delegado André Luiz Barbosa.

Durante depoimento, Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime e afirmou ter retirado o corpo do local utilizando sua picape.