Da redação
Adversários políticos, Lula (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), compartilham a admiração por Juscelino Kubitschek (1902-1976), presidente do Brasil de 1956 a 1961. Setenta anos após sua posse, em 31 de janeiro de 1956, o lema “50 anos em 5” segue inspirando lideranças de direita e esquerda. Juscelino foi eleito pelo PSD, partido criado no contexto do getulismo, com figuras como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães entre seus quadros.
Durante campanha em 2022, Lula prometeu fazer “40 anos em 4” para o Brasil, promessa repetida por Tarcísio em seminário com empresários em agosto de 2023. Outros líderes, como Geraldo Alckmin (PSB), Ciro Nogueira (PP-PI) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também usaram JK como exemplo de governança e habilidade política moderada. Entre os presidenciáveis de 2026, Ronaldo Caiado (União) se comparou a JK ao defender anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.
O episódio que ficou conhecido como “golpe preventivo” marcou a posse de JK, após tentativa frustrada de golpe liderada pela UDN em novembro de 1955. O ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott, mobilizou as Forças Armadas para garantir a democracia. Já presidente, JK concedeu anistia a militares envolvidos em novas rebeliões, como Jacareacanga (1956) e Aragarças (1959).
O mandato de Juscelino foi marcado pelo Plano de Metas, focado em industrialização e infraestrutura, além da construção de Brasília. O cientista social Fábio Borba destaca: “O governo JK foi um momento de grandes conquistas… modernizando o Brasil, criando oportunidades e empregos”. Em 2023, um documentário relembrou a trajetória do político mineiro e o acidente que o matou em 1976.
Especialistas ponderam que o governo também contribuiu para a inflação e deixou lacunas no planejamento do Rio de Janeiro após a mudança da capital. Borba afirma: “Ao se construir a nova capital, não se pensou no que aconteceria com a velha”.





