Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (30) que o enfermeiro Alex Pretti, 37, morto por agentes do ICE em Minneapolis, era um “agitador e, talvez, insurgente”. A declaração foi feita em publicação na rede Truth, na qual Trump criticou Pretti baseado em um vídeo recente divulgado pelo site The News Movement.
No vídeo, gravado 11 dias antes da morte de Pretti e confirmado por reconhecimento facial pela BBC Verify, o enfermeiro aparece xingando policiais, chutando a lanterna de um veículo e fazendo um movimento que aparenta ser cuspir, mas não é possível comprovar se o cuspe atingiu algum agente, contrariando a alegação de Trump. As imagens mostram ainda Pretti tentando fugir e sendo contido, mas escapando dos agentes, que, em seguida, usam gás lacrimogêneo.
Pretti, que tinha porte de arma, é visto com uma pistola no cinto, porém, em nenhum momento tenta usá-la. Ele foi morto em abordagem semelhante por agentes do ICE, sendo empurrado, atingido com spray de pimenta e, já contido no chão, baleado dez vezes.
Um relatório preliminar do órgão corregedor do CBP contradiz a versão inicial do governo Trump, que classificou Pretti como “terrorista doméstico” e afirmou, sem evidências, que ele queria “massacrar” os agentes federais. Testemunhas e vídeos apontam que Pretti não empunhava sua arma durante as ações.
Após críticas e ameaças dos democratas de bloquear o orçamento federal, Trump afirmou no domingo (25) que o governo estava “revisando tudo”. Apesar da mudança de tom, a Casa Branca comunicou esta semana o afastamento dos dois agentes de imigração que efetuaram os disparos contra Pretti e manteve exigências para maior cooperação do governo de Minnesota em deportações.





