Tarcísio com Bolsonaro, Caiado no PSD, Lula no Panamá e reunião do Copom


Da redação

A visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, na quinta-feira, 29, movimentou o cenário político na última semana de janeiro. Após o encontro — o primeiro com Bolsonaro na prisão —, Tarcísio reiterou a intenção de disputar a reeleição neste ano e manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O governador afirmou que irá trabalhar pela união contra o PT nas eleições e considerou, junto a Bolsonaro, positiva a troca de partido de Ronaldo Caiado, agora no PSD.

Ronaldo Caiado anunciou sua filiação ao PSD na terça-feira, 27, após deixar o União Brasil. O partido conta com três pré-candidatos ao Planalto, incluindo os governadores Ratinho Jr (PR) e Eduardo Leite (RS). Segundo Gilberto Kassab, presidente do PSD, a decisão sobre a sucessão presidencial será tomada a partir de abril, mas ele deixou claro que prefere Tarcísio como candidato, o que pressiona o governador paulista e dificulta uma coalizão com os bolsonaristas.

No cenário internacional, o presidente Lula defendeu a integração latino-americana durante discurso no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá. Lula criticou o unilateralismo e pediu neutralidade no Canal do Panamá, referência indireta à postura dos Estados Unidos sob Donald Trump. Após conversa telefônica com Trump, Lula mantém canais diplomáticos abertos e planeja ir a Washington em março.

Em encontro com o presidente do Chile, José Antônio Kast, Lula e Kast firmaram compromisso conjunto no combate ao crime organizado, segurança pública e estabilidade regional, além de reforçarem a cooperação em infraestrutura, energia, comércio e turismo.

Na economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu na quarta-feira, 28, manter a taxa Selic em 15%. O corte nos juros esperado pelo governo foi adiado para março, com a sinalização de redução de 0,25 ponto percentual, o que o governo considera importante para impulsionar a economia no ano eleitoral.