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Minuta não é tentativa de golpe e eu teria feito como ministro, diz Aldo Rebelo, pré-candidato ao Planalto


Da redação

O Democracia Cristã (DC) lançará neste sábado (31) a candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo, 69 anos, à Presidência da República como alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com trajetória como militante comunista e nacionalista, tendo atuado em governos petistas, Aldo se aproximou nos últimos anos de setores bolsonaristas. Questionado sobre apoiar Lula em eventual segundo turno, afirmou: “Deus me livre”, mas evita declarar apoio antecipado a Flávio Bolsonaro.

Aldo rejeita a tese de tentativa de golpe por Bolsonaro e diz que o documento apresentado pelo ex-presidente aos chefes das Forças Armadas “estava baseado na Constituição”. “Se a presidente Dilma tivesse me pedido uma minuta daquela, eu teria feito”, declarou, relembrando sua passagem como ministro da Defesa.

Sua campanha apresenta a “plataforma dos quatro Rs”: retomada do desenvolvimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução das agendas de segurança pública e nacional. Critica o licenciamento ambiental no país, que, segundo ele, trava a agricultura, minas e indústria, e defende uma autoridade única nacional para o tema. Sobre a Amazônia, afirma ser necessária a ocupação econômica e demográfica com responsabilidade ambiental e infraestrutura adequada.

Aldo também critica a esquerda identitária, afirmando ter se afastado por discordar da “agenda da biologia” — “agora é a luta pelos interesses baseados em critérios biológicos, de raça, de cor da pele, de gênero”. Refuta a prisão de Bolsonaro, comparando-a à de Collor: “Você não sabe o que é propriamente justiça e o que é vingança”.

Com carreira de deputado federal de 1991 a 2015, Aldo presidiu a Câmara, foi ministro nos governos Lula e Dilma e secretário na prefeitura de São Paulo. Deixou o PC do B em 2017 e passou por PSB, Solidariedade, PDT e MDB antes de filiar-se ao DC. Para vice, convidou Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro.