Da redação
A apresentação do Genie 3, nova ferramenta de inteligência artificial (IA) do Google, reacendeu o debate sobre os limites da IA na indústria de videogames. A tecnologia viralizou após gerar mundos digitais interativos em vídeos que remetem a clássicos como Fortnite, Dark Souls e Grand Theft Auto (GTA), produzindo clipes de 30 a 60 segundos.
Segundo a Forbes, em uma das demonstrações mais repercutidas, o Genie 3 utilizou uma captura de tela publicada em reportagem da PC Gamer para criar, por extrapolação, ambientes 3D básicos com movimentação e mecânicas simples. O resultado lembrou trechos de Fortnite, porém, como destacou a revista, o conteúdo foi derivado de material existente, não produzido totalmente “do zero”.
Profissionais do setor ouvidos pela Forbes afirmam que a ferramenta ainda está longe de criar jogos completos de padrão AAA, que demandam anos de trabalho, grandes equipes, narrativas complexas, sistemas de progressão e infraestrutura online. Para eles, os clipes reforçam avanços em prototipagem, mas não substituem o desenvolvimento tradicional de grandes títulos.
Apesar do impacto visual, estúdios já utilizam IA em tarefas específicas, como design inicial, testes ou geração de ativos, mas especialistas frisam que isso ocorre dentro das próprias produtoras e não elimina os ciclos clássicos de produção.
A repercussão dos vídeos provocou queda nas ações de empresas do setor, diante do temor de mudanças profundas causadas pela IA no futuro. A Take-Two Interactive, responsável por GTA, viu seus papéis caírem 10%; a Roblox, mais de 12%; e a Unity Software, 21%. Analistas ressaltam, porém, que a tecnologia ainda não representa ameaça direta ao modelo de negócios das grandes publicadoras.






