Da redação
O Departamento de Justiça dos EUA divulgou na sexta-feira (30) o terceiro e maior lote de documentos do caso Jeffrey Epstein, bilionário condenado por crimes sexuais, com cerca de 3 milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos. Os arquivos incluem denúncias contra grandes figuras, como o presidente americano Donald Trump, acusado de abuso sexual contra uma adolescente de 13 ou 14 anos há mais de 30 anos em Nova Jersey. O Departamento, porém, afirma que as denúncias carecem de credibilidade, e Trump nega envolvimento com os crimes.
O novo lote também aponta casos em que Trump teria participado de orgias com meninas em propriedades suas e cita ao menos uma dúzia de denúncias envolvendo Trump e Epstein, segundo o New York Times. Apesar das menções, Trump nunca foi formalmente acusado no âmbito do caso Epstein, e a Casa Branca ressalta que vários documentos podem conter informações falsas, como já ocorreu em lotes anteriores.
Líderes brasileiros também aparecem nos documentos. Jair Bolsonaro é mencionado em mensagens atribuídas a Epstein, que mostram trocas com Steve Bannon durante a campanha de 2018, mas não há provas de contato entre Bolsonaro e o financista. Quanto a Lula, emails afirmam que Epstein teria intermediado uma ligação de Noam Chomsky para o petista quando este estava preso, fato negado pela Presidência e considerado incompatível com as regras da Polícia Federal.
Figuras internacionais como Elon Musk, Bill Gates e o ex-presidente Bill Clinton também aparecem nos lotes divulgados, assim como celebridades do entretenimento. Não há, no entanto, evidências contra essas personalidades quanto ao envolvimento em crimes cometidos por Epstein.
A divulgação dos arquivos começou em dezembro, após lei aprovada em novembro. O procurador-geral adjunto Todd Blanche afirmou que esta pode ser a última grande liberação de material sobre Epstein, com conteúdos sensíveis devidamente censurados para proteção das vítimas.






