Da redação
Pesquisadores do Museu Nacional da UFRJ, da UERJ e da administração do Parque Nacional de Itatiaia estão mobilizados após a descoberta de pinturas rupestres na região da Serra da Mantiqueira. As obras, encontradas recentemente, formam um novo sítio arqueológico que levanta questionamentos sobre autoria, datação e conexões culturais com outros registros do gênero.
O grupo de especialistas iniciou investigações para identificar quem produziu as imagens, há quanto tempo elas foram feitas e qual a relação delas com outras manifestações rupestres encontradas em diferentes áreas do país. As análises preliminares apontam para a possibilidade de o local abrigar informações inéditas sobre a ocupação e a cultura de povos antigos na região Sudeste do Brasil.
Além do valor histórico, as pinturas reacenderam o interesse científico sobre trajetórias migratórias, técnicas artísticas e trocas culturais entre grupos pré-históricos. A descoberta tem potencial para ampliar o conhecimento sobre a diversidade e o modo de vida dos povos originários que habitaram a Serra da Mantiqueira.
O caso mobiliza esforços interdisciplinares, envolvendo arqueólogos, historiadores e equipes de conservação do patrimônio, que pretendem preservar o sítio enquanto são realizadas as pesquisas. O acesso ao local está sendo monitorado pelas autoridades responsáveis.
As investigações continuam e os pesquisadores aguardam os resultados das primeiras análises para divulgar informações mais detalhadas sobre o significado, idade e contexto das pinturas rupestres de Itatiaia.






