Da redação
A Polícia Federal proibiu as gravações do programa de TV “Aeroporto: Área Restrita” no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A decisão foi comunicada à concessionária RIOgaleão por meio de ofício assinado pelo delegado José Paulo Martins Duval, determinando que a empresa não credencie equipes de filmagem para acessar áreas restritas do aeroporto.
Segundo o documento, a PF não autoriza a presença de equipes de entretenimento na alfândega nem a gravação de imagens de procedimentos, servidores ou infraestrutura sensível. A medida atinge o programa exibido desde 2017, que ficou famoso por mostrar flagrantes de tráfico de drogas e episódios com autoridades como Mário de Marco Rodrigues de Souza, auditor da Receita Federal envolvido no caso das joias da Arábia Saudita.
A decisão provocou tensões com a Receita Federal, que questiona a atribuição legal da PF para controlar o acesso à área alfandegada, competência que considera ser da própria Receita. Fontes envolvidas relatam que episódios semelhantes ocorreram em Guarulhos e que houve aumento de atritos e presença ostensiva de policiais armados no Galeão.
A PF, em nota, justificou que a restrição segue normas constitucionais e regulamentos da aviação civil, destacando que áreas restritas são controladas apenas para quem tem necessidade operacional, excluindo produções de entretenimento. A corporação afirmou ainda que não integra o programa há anos e que impede tais filmagens para preservar a segurança das operações e a privacidade dos abordados.
A Polícia Federal negou qualquer disputa institucional com a Receita e reforçou que a supervisão de segurança aeroportuária é sua atribuição constitucional, inclusive em recintos alfandegados. Procurados, representantes da Receita, RIOgaleão e da produtora Moonshot não comentaram o caso.






