Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco


Da redação

Desde o final de 2025, o aumento das liquidações de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) elevou a circulação de notícias e rumores, nem sempre corretos, sobre a saúde dos bancos no país. Consumidores e investidores devem saber distinguir alertas reais de fake news para proteger seu patrimônio e tomar decisões seguras.

A recomendação inicial é conferir se o banco opera com autorização do BC, o que pode ser feito no site oficial (Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição). Também é fundamental utilizar bases de dados confiáveis, como a Central de Demonstrações Financeiras do BC, o site Banco Data e as páginas de Relações com Investidores (RI). Esses serviços apresentam balanços, resultados e indicadores de risco das instituições.

Entre os principais indicadores, destacam-se o Índice de Basileia (mínimo de 11% no Brasil; acima de 15% é considerado confortável), lucro líquido recorrente, índice de inadimplência e de imobilização, além do rating de crédito atribuído por agências como Moody’s, S&P e Fitch. Sinais como queda desses índices e sucessivos rebaixamentos de rating servem de alerta, apesar de casos como do Banco Master, que mantinha notas altas e baixo risco atribuído por agências mesmo oferecendo CDBs com taxas de até 140% do CDI.

Para investidores, é essencial confirmar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos para valores em conta corrente, poupança, CDB, LCI, LCA, entre outros. Produtos como debêntures, CRI, CRA, letras financeiras específicas e fundos de renda fixa não contam com essa proteção.

Especialistas recomendam desconfiança diante de rentabilidades muito acima da média, maiores riscos associados a bancos menores e atenção a sinais claros de deterioração, como ocorre em casos de liquidação. Para reduzir riscos, alternativas como Tesouro Direto ou CDBs e LCIs de grandes bancos, amparados pelo FGC, seguem sendo as opções mais seguras do mercado.