Da redação
O papa Leão XIV manifestou preocupação neste domingo (1º) com o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Cuba, durante sua aparição semanal após a oração do Angelus. O pontífice pediu um “diálogo sincero e eficaz” para evitar violência e mais sofrimento ao povo cubano, alinhando-se ao apelo dos bispos cubanos por negociações.
A declaração do papa ocorre em meio às ameaças do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba. Trump alega que a medida visa proteger a segurança nacional e a política externa dos Estados Unidos das “ações e políticas malignas do regime cubano”.
Na semana passada, Trump previu que Cuba poderá em breve colapsar, argumentando que a ilha já não recebe recursos de sua principal fornecedora de petróleo, a Venezuela. Segundo o presidente americano, o envio de petróleo foi interrompido desde a destituição de Nicolás Maduro, ocorrida no início de janeiro.
Em resposta às ameaças, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou estado de emergência internacional. Rodríguez classificou o anúncio de tarifas por parte dos Estados Unidos como uma “ameaça incomum e extraordinária”.
No sábado, Trump voltou a cobrar negociações diretas com Cuba. A bordo do Air Force One, a caminho da Flórida, ele afirmou a repórteres: “não precisa ser uma crise humanitária”.






