Da redação
O comentarista Walter Casagrande destacou a vitória do Corinthians sobre o Flamengo na decisão da Supercopa do Brasil, realizada neste domingo, em Brasília. Durante o programa “Fim de Papo”, do UOL, Casagrande afirmou que o Corinthians “engoliu” o adversário e elogiou a intensidade da equipe do Timão.
Segundo Casagrande, o Corinthians se sobressaiu mesmo sendo tecnicamente inferior, graças à dinâmica intensa imposta por nove de seus jogadores de linha. Em sua análise, a escalação de Arrascaeta e Jorginho sem intensidade foi prejudicial ao Flamengo. Ele destacou: “O Corinthians, com os 10 da linha, nove jogadores intensos e o Memphis, que não é intenso, é mais técnico. Então, o Corinthians ‘engoliu’ o Flamengo, mesmo sendo inferior tecnicamente, porque tinha mais jogadores que conseguiram dar uma dinâmica intensa no jogo.”
O ex-jogador insistiu na importância da intensidade no futebol atual e citou o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, como referência. Casagrande lembrou que Ancelotti prioriza atletas em plena condição física e com capacidade de desempenhar em alta intensidade: “O Ancelotti cansa de dizer nas coletivas dele que vai convocar quem estiver 100% fisicamente e com condições de dar a intensidade que ele quer no time.”
Casagrande também criticou a escolha do técnico Filipe Luís, afirmando que Paquetá deveria ter sido titular no lugar de Jorginho. “O Paquetá deveria ter sido titular no jogo desde o início. Ele está no meio de temporada na Inglaterra, está em forma”, afirmou. Para Casagrande, mesmo após poucos dias no Brasil, Paquetá tinha melhores condições físicas que outros jogadores da equipe.
O comentarista reiterou que, apesar de não considerar Paquetá um craque, diante do contexto da partida, sua titularidade seria o ideal. Ele ainda lembrou sua declaração anterior sobre o alto valor pago pelo Flamengo: “Quando vi que era 42 milhões de euros, por isso eu falei sobre o Zico. Nesse caso específico dessa partida, deveria ter jogado.”






