Da redação
O Comitê Olímpico Internacional (COI) estuda antecipar as futuras edições dos Jogos Olímpicos de Inverno para janeiro, em busca de condições climáticas mais frias e maior presença de neve. A mudança é uma resposta direta ao impacto das mudanças climáticas, que ameaçam a realização de esportes na neve. Em paralelo, o COI avalia transferir as Paralimpíadas de março para fevereiro, reduzindo o risco de derretimento da neve causado pelo aumento da intensidade solar.
“A talvez discutiremos antecipar um pouco as Olimpíadas de Inverno para janeiro, pois isso também tem implicações para as Paralimpíadas”, declarou Karl Stoss, chefe do Grupo de Trabalho do Programa Olímpico do COI, a repórteres nesta quarta-feira (4). “As Paralimpíadas agora são em março, e isso é muito tarde, porque o sol é forte o suficiente para derreter a neve. Então, talvez as Paralimpíadas sejam em fevereiro e a outra edição [Jogos Olímpicos de Inverno] seja em janeiro.”
A última edição dos Jogos Olímpicos de Inverno iniciada em janeiro foi em 1964, em Innsbruck, Áustria. Segundo o COI, se as projeções de aumento das temperaturas persistirem, até 2040 apenas 10 países do mundo terão condições para sediar esportes de neve e gelo.
O problema já é sentido em grandes eventos. Nos Jogos de Pequim 2022, foi utilizada praticamente 100% de neve artificial, com a operação de mais de 100 geradores e 300 canhões de neve para garantir as competições.
Além da possível alteração das datas, o COI considera adicionar esportes tradicionalmente de verão, como corrida e ciclismo, aos Jogos de Inverno para ampliar a popularidade e gerar novas receitas. As próximas edições, agendadas para 2030 nos Alpes franceses e 2034 em Salt Lake City, continuam inicialmente previstas para fevereiro.







