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Mensagem da OAB ao STF expõe racha na advocacia sobre código de ética


Da redação

Um documento enviado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ao STF (Supremo Tribunal Federal) na quarta-feira (4) revelou uma divisão interna na advocacia sobre a proposta de um código de ética para ministros da Corte. O ofício, dirigido ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e à ministra Cármen Lúcia, relatora da proposta, apresenta diretrizes para orientar a elaboração do texto, mas ignora o código sugerido pela OAB-SP (seccional de São Paulo).

No comunicado, a diretoria da OAB destaca a necessidade de prudência na criação desses parâmetros. “Não se deve confundir apoio ao debate com endosso precipitado a formulações ainda não formalizadas”, afirma o documento. A entidade defende que a construção do código ocorra com “prudência, método e consistência”.

O debate sobre a criação do código ganhou força após pressão da sociedade civil. Na segunda-feira (2), durante a abertura do ano judiciário, Fachin anunciou a instituição desse código como prioridade e designou Cármen Lúcia para liderar os trabalhos. No mesmo dia, o Conselho Federal da OAB se reuniu em Brasília e também foi cobrado a apoiar a iniciativa.

Menos de duas semanas antes, a OAB-SP havia apresentado à presidência do Supremo uma minuta do código, elaborada por uma comissão, prevendo mais transparência, restrições a conflitos de interesse e quarentena pós-mandato. Apesar disso, a OAB Nacional preferiu aguardar uma definição do STF. “O debate sobre eventuais reformas do Judiciário não deve ser interditado, desde que conduzido com responsabilidade, diálogo e absoluta fidelidade à Constituição”, afirmou Simonetti no Supremo.

Entre os princípios defendidos no documento desta quarta-feira estão a transparência, responsabilidade institucional e confiança pública, sem recorrer a “restrições genéricas” ou medidas que reduzam garantias constitucionais ou prejudiquem a qualidade do Judiciário.