Da redação
No Dia Mundial das Leguminosas, comemorado em 10 de fevereiro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) destacou a importância de alimentos como feijão, grão-de-bico e ervilhas para dietas saudáveis e sistemas sustentáveis. Apesar disso, o consumo dessas sementes segue subvalorizado em várias regiões do mundo.
Segundo a FAO, as leguminosas são essenciais para a segurança alimentar e a resiliência climática. Ricas em proteínas, fibras, vitaminas e minerais, elas têm papel central em dietas vegetarianas e veganas. Os benefícios vão além da nutrição, pois o cultivo requer menos água que outras fontes de proteína e reduz o uso de fertilizantes sintéticos, contribuindo para a melhoria da fertilidade dos solos.
O reconhecimento internacional se intensificou após o Ano Internacional das Leguminosas em 2016. Na ocasião, a Assembleia Geral da ONU instituiu o Dia Mundial para ressaltar o potencial desses alimentos de apoiar sistemas agroalimentares mais eficientes e inclusivos.
Entretanto, a FAO alerta que, apesar das vantagens, o consumo de leguminosas está em queda em diversos países devido a mudanças nos hábitos alimentares e à visão desses alimentos como simples ou tradicionais. Para 2026, o tema do Dia Mundial será “Leguminosas do mundo: da modéstia à excelência”, com objetivo de modificar percepções e valorizar a diversidade culinária das leguminosas.
Em 2024, a celebração é organizada pela FAO e pelo governo da Espanha no Centro Cultural Miguel Delibes, em Valladolid, sendo apenas a segunda vez que o evento ocorre fora de Roma. No mesmo período, entre 10 de fevereiro e 10 de março, o Museu e Rede da FAO, em Roma, recebe a exposição “Leguminosas do Mundo: da Modéstia à Excelência”, apresentando a diversidade e benefícios das leguminosas para sistemas alimentares sustentáveis.








