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Diretora da Mulher da OAB/DF alerta para escalada da violência e defende investigação de casos como feminicídio desde o início


Da redação

Os feminicídios no Distrito Federal aumentaram 27% em 2025, segundo reportagem do Balanço Geral DF (R7), que entrevistou a diretora da Mulher da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira. No ano passado, foram registrados 28 assassinatos de mulheres por razão de gênero, contra 22 no ano anterior. Apenas em janeiro de 2026, o DF já contabiliza três casos, evidenciando um cenário preocupante, em que ameaças e agressões evoluem para crimes extremos.

O programa apresentou relatos de vítimas, como o caso de uma mulher que viveu cinco anos sob ameaças e só conseguiu romper o ciclo de violência após registrar ocorrência e obter medida protetiva. A matéria destacou a importância de denunciar episódios de agressão aos primeiros sinais, além do papel das redes de apoio, canais de denúncia como Disque 180, delegacias especializadas e aplicativos de proteção.

Nildete Santana afirmou que a violência contra a mulher é uma urgência social, manifestada em diferentes formas, desde piadas e assédio moral até desigualdade salarial e violência política de gênero. Para a diretora, investigações policiais devem ser instauradas desde o início sob a tipificação de feminicídio, para garantir que a apuração considere a perspectiva de gênero e não perca elementos essenciais sobre autoria e circunstâncias do crime.

A diretora da OAB/DF também lembrou que muitas vítimas deixam de denunciar por medo de julgamento, impunidade e represálias, incluindo perseguição e prejuízo profissional. Segundo ela, “aumentar a pena não evita o feminicídio”, sendo fundamental prevenir a violência desde os primeiros sinais, com apoio do Estado e de organizações da sociedade.

Nildete destacou que o fortalecimento de redes de apoio é essencial para que as mulheres denunciem: “É muito fundamental que essa rede de apoio (…) para que elas tenham coragem de denunciar. E realmente o melhor caminho é a denúncia”.