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Retirada de bandeira arco-íris revolta comunidade LGBTQ+ em Nova York

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Da redação

A retirada da bandeira arco-íris do Monumento Nacional de Stonewall, símbolo da luta LGBTQIA+ nos Estados Unidos, provocou protestos em Nova York nesta terça-feira (10). A remoção foi determinada após um memorando do Serviço Nacional de Parques, órgão federal responsável pelo local, emitido em 21 de janeiro durante o governo Donald Trump. Segundo o documento, apenas bandeiras americanas ou relacionadas ao Departamento do Interior podem ser expostas no monumento, com raras exceções.

Cerca de cem manifestantes se reuniram em frente ao monumento, no centro de Manhattan, para denunciar a medida, classificada como “um tapa na cara” da comunidade LGBTQIA+. O prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, criticou a decisão em publicação feita na rede X. “Nova York é o berço do movimento moderno pelos direitos LGBTQ+, e nenhum ato de apagamento poderá mudar ou silenciar essa história”, declarou.

O Monumento de Stonewall foi criado em memória dos distúrbios de 1969, após uma operação policial no bar Stonewall Inn, localizado em Greenwich Village. Os confrontos, que duraram seis dias, deram início ao movimento moderno pelos direitos dos homossexuais, expandindo-se posteriormente às lutas das pessoas transgênero e não binárias.

Donald Trump tem sido crítico à população trans e ao que chama de “extremismo ideológico de gênero” em sua campanha eleitoral. Poucos dias após assumir o cargo, Trump assinou um decreto estabelecendo oficialmente apenas dois gêneros — masculino e feminino — nos Estados Unidos.

Um mês depois, o Serviço Nacional de Parques removeu referências a pessoas trans e queer do site do monumento. No entanto, a área ao redor do local segue decorada com bandeiras LGBTQIA+.