Da redação
O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) vai distribuir 22,3 mil livros em braille para estudantes cegos e surdocegos da rede pública em 2026, com investimento federal de R$ 27 milhões. Os recursos, provenientes do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foram estipulados a partir de dados prévios do Censo Escolar e da adesão de estados e municípios ao programa.
A entrega dos livros para os anos iniciais e finais do ensino fundamental está prevista para começar em março. Para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), o credenciamento de instituições está em andamento e deve avançar no primeiro semestre de 2026, ampliando o público atendido. Segundo a prévia do Censo Escolar 2025, com a adesão dos entes federados, 3.116 estudantes do fundamental e 379 da EJA serão beneficiados, totalizando 3.495 alunos. O PNLD pode atender até 4.591 estudantes nas duas modalidades, enquanto 6.996 alunos cegos e surdocegos estão matriculados atualmente na rede pública.
A produção dos livros em braille exige antecipação e processos especializados, incluindo transcrição, impressão e distribuição nacional, conforme demanda das redes de ensino público. O programa também oferece material adaptado para estudantes com baixa visão, mediante solicitação das escolas.
Entre 2023 e 2025, o PNLD investiu mais de R$ 59 milhões em livros em braille. Em 2023, foram distribuídos 16.566 livros ao custo de R$ 24,2 milhões; em 2024, 7.713 unidades, com investimento de R$ 20,9 milhões; e em 2025, 10.689 livros, com aportes de R$ 14,3 milhões.
Criado em 1937, o PNLD é a política pública educacional mais antiga do país. Desde 2023, o governo federal investiu ao todo R$ 6,5 bilhões em livros e materiais didáticos. Em 2023, foram adquiridos 194,6 milhões de livros (R$ 2,1 bilhões); em 2024, 148,2 milhões (R$ 1,7 bilhão); e para 2025 estão previstos 213,4 milhões de livros (R$ 2,7 bilhões), beneficiando 32 milhões de estudantes.








