Da redação
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi antecipada após a Polícia Federal (PF) encontrar mensagens que mencionam o ministro Dias Toffoli, durante diligências autorizadas pela Justiça. As mensagens, trocadas por Vorcaro, foram localizadas em dispositivos eletrônicos apreendidos e passaram por perícia técnica. A investigação segue em sigilo, conforme informações oficiais divulgadas nesta quinta-feira.
O ministro Edson Fachin, relator do processo no STF, declarou que não seria possível revelar as razões exatas das referências a Toffoli registradas nas mensagens. Fachin justificou o encerramento antecipado da sessão como medida para “facilitar a organização de relatórios e o agendamento de novos prazos”. Ele também manteve sob sigilo o conteúdo detalhado do processo.
Vorcaro, investigado pela Polícia Federal, aparece como responsável pelas mensagens que citam Dias Toffoli. Não há informações confirmadas sobre outros interlocutores nem detalhes sobre ordens judiciais que justificariam a inclusão do nome de Toffoli nos diálogos. O inquérito permanece sem maiores esclarecimentos ao público.
A Polícia Federal reiterou que as mensagens foram obtidas legalmente, durante buscas judiciais, e as remeteu à perícia para análise. Fachin, relator de casos de grande repercussão nacional, afirmou que busca acelerar a análise das provas sem comprometer os prazos e a segurança das informações sob sigilo.
Com a antecipação do término da sessão, o STF deverá reorganizar sua pauta e garantir a continuidade das perícias e diligências em curso. Quaisquer novas informações sobre o conteúdo das mensagens serão submetidas a revisão interna antes de eventual divulgação nas próximas sessões da Corte.








